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Década de 60

Fevereiro de 1961: Pela primeira vez se cobrou ingresso.

Fevereiro de 1963: A turma de Fernando Pamplona comanda uma vitória arrasadora do Salgueiro com o enredo "Chica da Silva", considerado um dos mais importantes da história das escolas. Uma das alas passou dançando um minueto, dança do tempo da personagem homenageada. A polêmica em torno das inovações foi grande.

Fevereiro de 1964: As escolas de samba começam a crescer, invadidas pelos foliões de classe média. Portela e Mangueira, que tinham cerca de 90 componentes nos anos 30 se apresentaram com 1.200.

Março de 1965: Para comemorar os 400 anos de fundação do Rio de Janeiro, todas as escolas prepararam enredos sobre o tema. A Portela trouxe uma ala inteira de artistas da TV Exelsior, a mais importante emissora na época. O Império trouxe pela primeira vez um samba feito em parceria por uma mulher, dona Ivone Lara em "Os cinco bailes da História do Rio". A maior gafe do desfile, vencido pelo Salgueiro, foi cometido por um jurado de mestre-sla e porta-bandeira, que atribuiu notas mais altas (6 e 8) ao casal da Imperatriz Leopoldinense que a da famosa Neide da Mangueira. Poderia ser apenas uma questão de gosto não fosse pelo fato que o casal da outra escola não desfilou porque a fantasia não chegara a tempo.

Fevereiro de 1966: Choveu muito no Rio e a sede e o barracão da Império da Tijuca foi completamente destruído. A escola passou na avenida apenas com um grupo de sambistas, sem dançar ou tocar música. Neste ano, a Portela foi novamente campeã com o único samba-enredo que Paulinho da Viola compôs para a escola.

Fevereiro de 1967: A Portela obtém a colocação mais baixa de sua história até então, sexto lugar.

Fevereiro de 1969: O Império Serrano tinha em "Heróis da Liberdade" um dos mais belos sambas-enredo da história, segundo os especialistas. Mas os militares, que acabavam de editar o AI-5, achavam que o samba homenageava a oposição ao regime. Depois de muita negociação a escola não foi obrigada a mudar o enredo, mas teve de alterar alguns versos do samba-enredo. O vencedor do ano foi o Salgueiro. Ismael Silva, um dos criadores das escolas de samba, não pôde assistir o desfile porque não tinha dinheiro para pagar ingresso. O secretário de Turismo no Rio sequer o recebeu. Alegou que não sabia quem ele era.

Fevereiro de 1970: Para evitar o atraso foi reinstituído o quesito cronometragem. Os desfiles então começavam no começo do domingo e só acabavam por volta de meio-dia de segunda. O Império Serrano, punido, ameaçou não desfilar no ano seguinte. Mesmo com o pedido das outras escolas, a organização não deu de volta os pontos para a escola. Este carnaval marcou a última vez em que a poderosa Portela vencia sozinha um desfile.

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